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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Fibras solúveis e inulina: Porque, Quando e Quanto Prescrever?

http://www.nutritotal.com.br/newsletter/index.php

O que é programação fetal e qual a influência da nutrição?

O termo programação fetal refere-se ao processo pelo qual um estímulo ou insulto, quando ocorrido no período crítico do desenvolvimento, tem efeitos permanentes sobre a estrutura e as funções do organismo. Isso ocorre devido à plasticidade e sensibilidade a alterações do ambiente. 

Esse período crítico do desenvolvimento, para a maioria dos órgãos e sistemas humanos, ocorre especialmente na fase intrauterina. Nesta fase, a plasticidade do organismo requer uma modulação estável da expressão de genes, mediada principalmente por mecanismos epigenéticos, como metilação do DNA (ácido desoxirribonucleico) e modificações em histonas. Dessa maneira, o genoma (paterno e materno) e o epigenoma determinam a sensibilidade a fatores ambientais e o posterior risco de doenças.

Assim, a influência do ambiente intrauterino sobre a saúde do feto é explicada pelo conceito de programação fetal, no qual fez surgir a “origem fetal das doenças dos adultos”, também conhecida como a hipótese de Barker.  

Na fase intrauterina, as mães transmitem informações do ambiente externo, como o seu estado nutricional, através da placenta, e aos lactentes, através da lactação. Diversos estudos demonstraram que o crescimento do feto é o resultado do tamanho corpóreo da mãe e do fornecimento materno de nutrientes. A desnutrição no período fetal ou neonatal pode programar o indivíduo para um aumento ou preservação dos estoques de gordura corporal ao longo da vida. 

Neste sentido, as respostas fetais ou perinatais influenciam mudanças no metabolismo, produção hormonal, sensibilidade tecidual aos hormônios que afetam o desenvolvimento de vários órgãos, levando a alterações persistentes na homeostase metabólica dos filhos.

Portanto, esses conceitos demonstram a importância do questionamento e incentivo de estilo de vida materno mais saudável a fim de evitar doenças e garantir um melhor estado nutricional para seus descendentes.

http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&id=691&categoria=15

Consumo de azeite de oliva reduz o risco de doença arterial coronariana




Estudo publicado por pesquisadores da Espanha na revistaBritish Journal of Nutrition concluiu que o consumo de azeite de oliva está relacionado com menor incidência no desenvolvimento de doença arterial coronariana (DAC). Os pesquisadores enfatizam a necessidade de manter o uso do azeite na culinária tradicional da dieta mediterrânea para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

O estudo incluiu 40.142 indivíduos espanhóis participantes da Investigação Prospectiva Europeia sobre Câncer e Nutrição (estudo EPIC, do inglês, European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition), sem histórico de doenças crônicas, incluido doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores aplicaram um questionário para coletar informações sobre o consumo alimentar habitual ao longo de 12 meses anteriores. Trata-se de um questionário validado que incluiu uma lista de 662 alimentos comuns e receitas de cada região. As porções de cada alimento consumido, incluindo o azeite adicionado às saladas e no cozimento de alimentos, foram quantificadas através de medidas caseiras padronizadas. No recrutamento, foram coletadas informações sobre o peso, altura, circunferência da cintura, fatores sócio-demográficos e de estilo de vida, incluindo nível de escolaridade, o uso de tabaco, consumo de álcool, atividade física e história clínica. Os participantes do estudo foram acompanhados durante 10,4 anos.

Para cada 10 g/dia de azeite oliva consumido houve redução significativa de 7% no risco de DAC. Essa associação inversa foi mais pronunciada em não fumantes (11% de redução do risco de DAC), nos indivíduos que nunca ou pouco consumiram bebida alcoólica (25% de redução do risco de DAC) e em consumidores de azeite virgem (14% de redução do risco de DAC).

“O azeite de oliva é bem conhecido por suas propriedades cardioprotetoras, no entanto, os dados epidemiológicos que mostravam que o seu consumo reduzia eventos coronarianos ainda eram limitados. Este é o maior estudo de coorte para avaliar a relação entre o consumo de azeite de oliva e incidência de eventos coronarianos, demonstrando redução significativa no risco de DAC a cada 10g/dia de consumo de azeite de oliva”, destacam os autores.

“Nossas descobertas ressaltam a necessidade de preservar o uso culinário do azeite de oliva dentro da tradição da dieta mediterrânea”, concluem.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Transgênicos aumentam ocorrência de câncer em ratos


Transgênicos aumentam ocorrência de câncer em ratos

Data: 19/09/2012
Os ratos alimentados com Organismos Geneticamente Modificados (OGM) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência do que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista "Food and Chemical Toxicology" (Comida e Toxicologia Química, em tradução livre), que considera os resultados "alarmantes".
 
"Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com OGM. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos", explicou Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, coordenador do estudo.
 
Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais utilizado do mundo) e com milho não alterado geneticamente tratado comRoundup. Ambos produtos (o milho e o herbicida) são propriedade do grupo americano Monsanto.
 
Durante o estudo, o milho fazia parte de uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos. "Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e maior durante o consumo dos dois produtos", afirmou Seralini, cientista que integra ou integrou comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em 30 países.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Toxicidade a longo prazo do herbicida Roundup e do milho geneticamente modificado tolerante a Roundup


Toxicidade a longo prazo do herbicida Roundup e do milho geneticamente modificado tolerante a Roundup

Os efeitos para saúde do consumo de milho geneticamente modificado, cultivado com ou sem o herbicida Roundup, e do milho não geneticamente modificado cultivado também comRoundup foram estudados por 2 anos em ratos. Verificou-se que as fêmeas de todos os grupos apresentaram taxa de mortalidade de 2 a 3 vezes maiores e mais rápida do que os ratos que não se alimentaram de milho geneticamente modificado (MGM). Todos os resultados apresentaram-se hormônio e sexo dependentes, sendo os perfis patológicos compatíveis. As fêmeas apresentaram o desenvolvimento de grandes tumores mamários, mais frequente e antes do que nos ratos que não se alimentaram de MGM; a hipófise apresentou-se como o segundo órgão mais deficientes; o balanço de hormônios sexuais foi alterado pelos tratamentos com o milho geneticamente modificado e com RoundupNos machos, congestões e necrose hepática foram 2,5-5,5 vezes maiores. Ainda, nefropatias hepaticas foram mais acentuadas e severas cerca de 1,3-2,3 vezes mais. Os machos apresentaram 4 vezes mais tumores grandes palpáveis do que os controles, que apareceram até 600 dias antes do que os ratos que não se alimentaram de MGM. Dados bioquímicos confirmaram deficiências crônicas renais significantes: para todos os tratamentos e ambos os sexos, 76% dos parâmetros alterados eram relacionados com os rins. Estes resultados podem ser explicados pelos efeitos não lineares de disruptor endócrino do Roundup e também pela overexpression de transgenes no milho geneticamente modificado e suas consequências metabólicas.  

Referência bibliográfica:
SéRALINI, G.; CLAIR, E.; MESNAE, R. et al. Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize. Food and Chemical Toxicology; 2012.


sábado, 29 de setembro de 2012

Cartilha manual de boas práticas

http://www.nutritotal.com.br/publicacoes/files/1435--manual_de_boas_praticas.pdf

UM DOCE VENENO PARA O CÉREBRO


* Texto elaborado pelo departamento científico da VP Consultoria Nutricional
Alimentos de origem vegetal, em especial as frutas, contêm naturalmente açúcares, substâncias que conferem o agradável sabor doce. As fibras, também presentes nestes alimentos, controlam a velocidade de absorção dos açúcares, neutralizando seus malefícios à saúde. Todavia, o consumo exagerado destas substâncias purificadas por processos industriais está estreitamente relacionado com o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis. A informação de que a elevada ingestão de açúcar refinado e doces pode causar obesidade e diabetes mellitus tipo 2 não é nova para a maior parte da população; porém, os riscos oferecidos por este doce vilão são ainda maiores.  A revista Saúde, em sua edição de Agosto de 2012, publicou a reportagem “Açúcar demais azeda a cabeça”, que aborda a relação entre o consumo de açúcar e danos às células do sistema nervoso central.
A ingestão de alimentos de alto índice glicêmico, como o açúcar e os doces, provoca grande e rápida elevação dos níveis séricos de glicose, o que induz, nas células nervosas, aumento da formação de radicais livres (compostos capazes de reagir com estruturas celulares, danificando-as). O excesso desses radicais é um sinal para que a célula entre em processo de morte programada (apoptose), ou seja: o consumo excessivo de açúcares pode levar à destruição de neurônios, reduzindo a capacidade funcional do sistema nervoso central.
Em resposta à ingestão de carboidratos, o pâncreas libera insulina, hormônio responsável pelo transporte da glicose do sangue para as células. Este hormônio possui atividade regulatória sobre as células do sistema nervoso central, favorecendo a reparação e formação das estruturas celulares essenciais aos neurônios. Acontece que o consumo excessivo de doces por um longo período de tempo pode ocasionar em aumento da massa adiposa visceral, que por sua vez, produz grandes quantidades de substâncias inflamatórias, levando a um estado de resistência à insulina, em que as células perdem a capacidade de responder a este hormônio. Sendo assim, a insulina deixa de exercer a função benéfica sobre o sistema nervoso central, prejudicando seu funcionamento.
O aparecimento e piora dos sintomas de doenças neurológicas também são induzidos pelo consumo de açúcares e doces. Crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade podem apresentar melhora com a redução do consumo de alimentos de alto índice glicêmico. Também há evidências de que o índice glicêmico da dieta é inversamente proporcional ao aparecimento das doenças de Parkinson e Alzheimer. A variação glicêmica gerada pela ingestão de açúcares e doces pode também levar a variação de humor e depressão.
Açúcares em altas concentrações e não associados a fibras não são comuns na natureza. Por isso, não houve tempo hábil desde sua introdução aos hábitos alimentares humanos para que a evolução adaptasse o homem ao seu consumo. Estas substâncias provocam inúmeros malefícios à saúde, podendo, inclusive, afetar o funcionamento do sistema nervoso central, prejudicando a cognição e causando doenças. As frutas possuem naturalmente o sabor doce, além de conterem substâncias benéficas à saúde, podendo, assim, substituir os tão maléficos doces açucarados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. RUSSELL, J.W.; GOLOVOY, D.; VINCENT, A.M.; et al. High glucose-induced oxidative stress and mitochondrial dysfunction in neurons. FASEB J; 16(13):1738-48, 2002.
2. MCCRIMMON, R.J.; RYAN, C.M.; FRIER, B.M. Diabetes and cognitive dysfunction. Lancet; 379(9833):2291-9, 2012.
3. HÖLSCHER, C. Potential Role of Glucagon-Like Peptide-1 (GLP-1) in Neuroprotection. CNS Drugs; 26(10):871-82, 2012.
4. KONIKOWSKA, K.; REGULSKA-ILOW, B.; RÓZAŃSKA, D. The influence of components of diet on the symptoms of ADHD in children. Rocz Panstw Zakl Hig; 63(2):127-34, 2012.
5. MURAKAMI, K.; MIYAKE, Y.; SASAKI, S.; et al., Dietary glycemic index is inversely associated with the risk of Parkinson’s disease: a case-control study in Japan. Nutrition; 26(5):515-21, 2010.
6. PENCKOFER, S.; QUINN, L.; BYRN, M.; et al. Does glycemic variability impact mood and quality of life? Diabetes Technol Ther; 14(4):303-10, 2012.
7. SOLFRIZZI, V.; PANZA, F.; FRISARDI, V.; et al. Diet and Alzheimer’s disease risk factors or prevention: the current evidence. Expert Rev Neurother; 11(5):677-708, 2011.


http://www.vponline.com.br/blog/home.php/

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

TEIA DA SAÚDE


Intolerância à lactose: mudança de paradigmas com a biologia molecular


Resumo
Na maioria dos mamíferos a atividade da enzima lactase diminui na parede intestinal após o desmame,
caracterizando a hipolactasia primária que provoca sintomas de intolerância à lactose. A intensidade
dos sintomas de distensão, flatulência, dor abdominal e diarreia variam, dependendo da quantidade
de lactose ingerida, e aumentam com o passar da idade. A hipolactasia é determinada geneticamente,
porém uma mutação ocorreu para que fizesse parte da humanidade tolerar o leite na idade adulta.
O diagnóstico é feito por teste de tolerância, empregando a lactose como desafio. Com a descoberta
dos finlandeses do polimorfismo associado com a persistência da lactase, principalmente no norte da
Europa, o exame genético passou a ser outra ferramenta diagnóstica mais confortável para o intolerante.
No Brasil, 43% dos brancos e dos mulatos têm alelo de persistência da lactase, sendo a hipolactasia
mais frequente entre os negros e japoneses. Entretanto, na prática clínica indivíduos com hipolactasia
podem ser orientados a consumir alguns derivados do leite e alimentos contendo lactose sem apresentar sintomas de intolerância, enquanto que outros terão que fazer restrição de lactose na dieta.

http://www.scielo.br/pdf/ramb/v56n2/a25v56n2.pdf

Artigo Interação fármaco-nutriente: uma revisão


A dieta influencia todos os estágios do ciclo da vida, fornecendo nutrientes necessários ao sustento do corpo
humano. Alterações de ordem funcional e/ou estrutural, provocadas por doenças e infecções agudas ou
crônicas, levam à utilização de medicamentos, cujo objetivo é restaurar a saúde. A via preferencial escolhida
para a sua administração é a oral, entre outras razões, por sua comodidade e segurança. O fenômeno de
interação fármaco-nutriente pode surgir antes ou durante a absorção gastrintestinal, durante a distribuição e
armazenamento nos tecidos, no processo de biotransformação ou mesmo durante a excreção. Assim, é de
importância fundamental conhecer os fármacos cuja velocidade de absorção e/ou quantidade absorvida
podem ser afetadas na presença de alimentos, bem como aqueles que não são afetados. Por outro lado,
muitos deles, incluindo antibióticos, antiácidos e laxativos podem causar má absorção de nutrientes.
Portanto, o objetivo do presente artigo é apresentar uma revisão dos diversos aspectos envolvidos na
interação fármaco-nutriente.


http://www.scielo.br/pdf/rn/v15n2/11839.pdf

SAÚDE GASTROINTESTINAL PRINCÍPIO DA NCF


Teia de inter relações metabólicas da nutrição funcional


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Parecer CRN-3: Prescrição de Probióticos

Parecer sobre a prescrição de probióticos, no qual foi construído com base em um encontro com especialistas e divulga os pontos acordados que devem subsidiar a prescrição dietética do nutricionista. O parecer aborda sobre a quantidade mínima viável de probióticos e os tipos reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, bem como outros aspectos a respeito do tema.

http://www.nutritotal.com.br/diretrizes/files/262--PARECER_CRN.pdf

Propriedades Nutricionais do grão de bico




O grão-de-bico (Cicer arietinum L.) é uma leguminosa fonte de proteínas, carboidratos, minerais, vitaminas e fibras, além de conter diversos compostos bioativos
. Ela se destaca por ter melhor digestibilidade do que outras leguminosas, como o feijão, ervilha, soja e lentilha, além de apresentar baixo teor de fatores antinutricionais e melhor disponibilidade de ferro. Seu percentual de digestibilidade varia de 64 a 79%, dependendo da origem do grão-de-bico.

Embora presentes em poucas quantidades, os fatores antinutricionais são facilmente reduzidos ou eliminados por técnicas de cozimento. Os fatores promotores da flatulência que, apesar de estarem presentes em maiores quantidades no grão-de-bico, em decorrência dos teores de oligossacarídeos, também são inativados pelo aquecimento.

O grão-de-bico apresenta quantidades significativas de todos os aminoácidos essenciais, exceto os aminoácidos com enxofre (como a metionina), que podem ser complementados por adição de cereais na alimentação.

O amido é o principal carboidrato presente no grão-de-bico, apresentando teores de amilose que variam entre 27 a 47%. O grão-de-bico também se destaca pelas fibras, apresentando teor total de 18-22g de fibras/100g do alimento, sendo de 4- 8g/100g de fibras solúveis e 10-18g/100g de fibras insolúveis.

Embora os lipídios estejam presentes em poucas quantidades, o grão-de-bico possui teores nutricionalmente importantes de ácidos graxos insaturados, como o ácido oleico (32,6%) e linoleico (51,2%).

O grão-de-bico é uma fonte importante de minerais, principalmente cálcio, magnésio, fósforo e potássio, bem como de vitaminas, como a riboflavina, niacina, tiamina, folato e precursores de vitamina A (betacaroteno).

Estudos têm demonstrado que o consumo de grão-de-bico está relacionado com benefícios fisiológicos que podem reduzir o risco de doenças crônicas e beneficiar a saúde dos indivíduos. Esses efeitos benéficos são principalmente atribuídos ao seu conteúdo de fibras, compostos bioativos (principalmente fitoesteróis) e por apresentar baixo índice glicêmico (IG).

Neste sentido, o grão-de-bico pode ser útil para reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Isso porque os fitoesteróis, juntamente com outros fatores presentes no grão-de-bico, contribuem para a redução do LDL-c (lipoproteína de baixa densidade) no sangue, por inibição da absorção intestinal de colesterol.
Estudos também demonstram benefícios do consumo de grão-de-bico na redução da obesidade. Em ratos, observou-se melhor controle do peso corporal e na composição do tecido adiposo. Em humanos, o consumo de grão-de-bico esteve associado com redução de massa gorda em indivíduos obesos.

Os pesquisadores sugerem que a melhoria do metabolismo de gordura pode ser útil na correção de distúrbios relacionados com a obesidade. Outro estudo em humanos relatou que a inserção de grão-de-bico na dieta resultou em aumento da saciedade e plenitude. Neste estudo, 42 participantes consumiram uma dieta contendo em média 104g de grão-de-bico por dia, durante 12 semanas.

Embora o grão-de-bico apresente potenciais benefícios para a saúde, o seu consumo ainda é muito limitado no Brasil, quando comparado a outras leguminosas como o feijão. O grão-de-bico é uma leguminosa que tem,nutricionalmente grande potencial a ser explorado, a fim de minimizar as deficiências proteicas e minerais da população.  Mais pesquisas, portanto, devem ser conduzidas para fornecer evidências convincentes sobre os benefícios do consumo de grão-de-bico para a saúde.




Bibliografia (s)

Jukanti AK, Gaur PM, Gowda CL, Chibbar RN. Nutritional quality and health benefits of chickpea (Cicer arietinum L.): a review. Br J Nutr. 2012;108 Suppl 1:S11-26.

Ferreira ACP, Brazaca SGC, Valter A. Alterações químicas e nutricionais do grão-de-bico (Cicer arietinum L.) cru irradiado e submetido à cocção. Ciênc. Tecnol. Aliment. 2006;26(1):80-88.
http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&id=687&categoria=1

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Componentes antinutricionais e digestibilidade proteica em sementes de abóbora (Cucurbita maxima) submetidas a diferentes processamentos

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612010000500027




RESUMO
Subprodutos vegetais têm sido utilizados na dieta com a finalidade de melhorar o estado nutricional de populações desnutridas. Entretanto, os antinutrientes presentes nesses alimentos podem acarretar efeitos indesejáveis. Portanto, os teores de polifenóis, cianeto, saponinas, inibidor de tripsina, atividade hemaglutinante e a porcentagem da digestibilidade proteica in vitro de sementes de abóbora cruas e tratadas termicamente foram investigados com o objetivo de selecionar o processamento que acarrete maior redução dos antinutrientes e maior digestibilidade proteica. Sementes da abóbora Cucurbita maxima foram, em quatro repetições, submetidas aos seguintes tratamentos: utilizadas na forma crua; cozidas em água em ebulição (AE) por três tempos: 5, 10 e 15 minutos; e cozidas no vapor por 10 minutos. Posteriormente foram liofilizadas, trituradas e armazenadas em temperatura ambiente até a realização das análises. Não houve diferença significativa, entre os tratamentos, quanto aos níveis de polifenóis. As sementes cruas apresentaram o maior teor de cianeto, o menor nível de inibidor de tripsina e a menor digestibilidade proteica. O cozimento em AE por 10 minutos acarretou o menor nível de saponinas e a maior digestibilidade proteica. Não foi detectada atividade hemaglutinante em nenhuma amostra. Conclui-se que o cozimento em AE por 10 minutos foi o que proporcionou melhores resultados.

Artigo sobre semente de abóbora (Jerimum)

http://www.annq.org/congresso2007/trabalhos_apresentados/T48.pdf